Quando realizamos uma viagem longa de automóvel, vamos ao longo do caminho identificando as diversas cidades que estamos passando. Elas servem de referência, ponto de checagem (check point), para sabermos se estamos na direção correta, quanto já percorremos e quanto resta para chegar ao destino pretendido.

Da mesma forma em um percurso de orientação, ao longo da rota checam-se os diversos detalhes do terreno comparando-os aos do mapa para certificar-se de que o itinerário percorrido está correto e quanto resta para chegar ao próximo controle.

Com a finalidade de demonstrar o relevo, os mapas de orientação possuem as curvas de nível. São linhas marrons que representam "cortes" horizontais no terreno a cada determinada altitude: chamada eqüidistância. Normalmente de 5 em 5 metros.

Esta técnica exige maior treinamento que as demais. Com o mapa em mãos, observando suas curvas de nível, o orientista deve possuir a habilidade de "enxergar" o terreno em três dimensões. A partir dessa "visão", usa-se o relevo a seu favor, evitando subidas e descidas desnecessárias, bem como, auxiliando a navegação.

Em muitas circunstâncias, analisando apenas as curvas de nível isoladamente, chega-se a conclusão que a melhor opção de rota entre dois pontos de controle não é a linha reta, e sim, desbordando elevações e depressões.

Como os demais mapas, os específicos de orientação também são confeccionados em escala, normalmente usam-se as escalas 1:10.000 ou 1:5.000.

Para obter-se a distância entre um ponto e outro no terreno, basta medir no mapa e multiplicar pela escala. Em uma escala de 1:10.000, um centímetro no mapa equivale a 10.000 centímetros no terreno, ou seja, 100 metros.

Durante o percurso mede-se a distância no terreno contando os passos duplos: acrescendo uma unidade à contagem a cada toque de um determinado pé no solo.

Cada orientista deve possuir seu passo duplo aferido. Para isso, percorre-se 100 metros várias vezes, contando a quantidade de passos dados nessa distância, fazendo uma média ao final. Há dois modos: um correndo e outro andando, com toda certeza serão diferentes e deve-se executar a aferição para ambos os casos.

Simplificando: em um mapa com escala 1:10.000, um centímetro equivale a cem metros no terreno, que por sua vez é igual à quantidade de passos dados nessa distância. Meio centímetro corresponde a metade dos passos, e assim por diante.

O mapa representa apenas distâncias planas, deve-se levar em consideração a inclinação do terreno. Isso aplica-se tanto para a medida quanto para a contagem de passos.

Outro modo de medir distâncias no terreno é sua avaliação, porém esta técnica requer treinamento maior.

Os mapas de Orientação são elaborados de acordo com regras de padronização internacional definidas pela IOF.

São divididas em ISOM (orientação tradicional) e ISSOM (orientação sprint).

Para aprimorar suas habilidades na leitura dos mapas, é sugerido aos orientistas o estudo dos documentos abaixo:

  • ISSOM x ISOM
  • ISOM 2000
  • ISSOM 2007
  • Informações sobre mapas Sinalética

Ao realizarmos qualquer esforço, seja físico ou mental, nosso organismo queima oxigênio. Dependendo da intensidade da atividade o consumo também aumenta ou diminui.

Corredores de rústica desenvolvem um esforço físico que consome quase a totalidade do oxigênio de seu organismo, desse modo, a atividade mental fica em segundo plano.

Diferente desses atletas, os orientistas devem permanecer com o cérebro constantemente oxigenado para que a atividade mental não seja prejudicada, pois necessitam dela para a complexa aplicação das técnicas de orientação. Portanto, neste esporte, o limite da velocidade desenvolvida não é a capacidade física, mas a capacidade de raciocínio.

Encontrar, sem ultrapassar, o tênue limite da velocidade máxima com raciocínio adequado para uma navegação segura exige do orientista muito treino, experiência e auto-conhecimento.